Vamos Conscientizar para Fazer a Diferença?

Publicado em: 18/12/2019

Conforme citado nos textos anteriores, certo é que o tradicional modelo de implantação de programa de compliance necessita de novo pilar, qual seja, de estruturação da cultura organizacional ética, pois ineficientes as antigas práticas para promoverem a transformação cultural hábil a gerar novos valores íntegros e mora

SÉRIE: COMPLIANCE E CULTURA ORGANIZACIONAL

Por que investir na ferramenta? Como o compliance se tornará perene e contribuirá para que sua organização também seja? (Fechamento)

Carolina Ferro Victor

 

Conforme citado nos textos anteriores, certo é que o tradicional modelo de implantação de programa de compliance necessita de novo pilar, qual seja, de estruturação da cultura organizacional ética, pois ineficientes as antigas práticas para promoverem a transformação cultural hábil a gerar novos valores íntegros e morais.

 

A reiterada indispensabilidade de diálogo do programa de compliance com a cultura não é nova. Entretanto, as ponderações sobre ela pouco contemplam modelos práticos de como ocorrerá, o que nos revela campo de futuras e ricas discussões. Para as quais, se destinam as colaborações lançadas na presente série.

 

Na verdade, espera-se que as ponderações apresentadas contribuam para a conscientização de que a implantação de programas de compliance necessita ocorrer se dispostos a promoverem alterações culturais e comportamentais nas organizações. Caso contrário, continuarão as propagações de meros sistemas burocráticos.

 

De fato, para a promoção destas mudanças, os profissionais de compliance deverão, além de dominar o tema cultura organizacional, desenvolver novas habilidades comportamentais, dentre elas, a criatividade em resolver problemas, a capacidade de negociação, de influência e de tomada de decisões.

 

Frisa-se a influência e a tomada de decisões porque o compliance não pode continuar como um órgão de isenção enquanto ocorrem ações de risco por ele detectadas e alertadas, com a consequente frase “eu avisei” e a inércia. Ao contrário, quem se propõe a trabalhar na área necessita ser capaz de promover transformações culturais e comportamentais tamanhas que os riscos anunciados sempre recebam tratamentos adequados, ainda mais se envolverem vidas, a sociedade e o meio ambiente. Afinal, a ferramenta existe para assegurar valores éticos nas corporações, este é o seu porquê.

 

No mais, diante da amplitude de conteúdos relacionados ao compliance e da incapacidade humana de dominar todos eles, é provável que no futuro se diferenciem os profissionais de compliance especialistas na gestão da cultura ética e na gestão da conformidade legal, assim como na minha equipe. Sem lastro algum de dúvida eles não serão concorrentes. Na verdade, se complementarão e cooperarão para que a ferramenta alcance os patamares éticos e de conformidade almejados. Vamos conscientizar para fazer a diferença?